Os dados, compilados pela Netafim, mostram que a região soma 33 mil hectares
A irrigação por gotejamento subsuperficial tem ampliado a produtividade e a eficiência operacional de canaviais do Nordeste em uma safra marcada por forte déficit hídrico. Resultados apresentados por unidades produtoras no Painel STAB Recife e Alagoas 2026 apontam ganhos de até 92,8% na produtividade, além de avanços no uso da água e na previsibilidade da produção.
Os dados, compilados pela Netafim, mostram que a região soma 33 mil hectares com o sistema, alta de 83% em cinco anos. A tecnologia utiliza tubos gotejadores enterrados próximos às raízes, direcionando água e fertilizantes à planta e reduzindo perdas por evaporação.
Na Usina Petribu, em Pernambuco, áreas com gotejamento acumularam ganho de 92,8% na produtividade em relação aos demais sistemas ao longo de 17 safras. Em 2025/26, a vantagem foi de 83%. Na Porto Rico, em Alagoas, o manejo integrado da irrigação elevou a produtividade em 36% em quatro anos numa área de 2,2 mil hectares, resultado equivalente à produção de cerca de 846 hectares adicionais.
Na Japungu, na Paraíba, 35% da área com gotejamento respondeu por 50% da produção própria. A telemetria reduziu em 22% a mão de obra da casa de bombas e permitiu identificar 500 anomalias. Já a Caeté, em Alagoas, planeja ampliar o sistema de 910 para 5.110 hectares e registrou acréscimo de 10,1 toneladas por hectare sobre o sistema linear na cana-planta.
Na Olho d’Água, em Pernambuco, a fertirrigação de precisão alcançou 135,7 quilos de ATR por tonelada, com ganho aproximado de cinco toneladas de ATR por hectare frente à média da usina. Segundo Thomas Silva, da Netafim, o acompanhamento dos projetos permite consolidar indicadores fornecidos pelas próprias usinas e comparar o desempenho ao longo das safras.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 26/08/2026 às 02:00h.
