O volume representa uma média mensal de 647 mil toneladas no período
O mercado de arroz entra em uma fase de atenção diante do ritmo de saída do produto e da percepção de excesso de oferta acumulada nos últimos meses. Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, os dados mais recentes do IRGA indicam que 3,24 milhões de toneladas em base casca foram beneficiadas e movimentadas no Rio Grande do Sul entre janeiro e maio de 2026.
O volume representa uma média mensal de 647 mil toneladas no período. Quando considerado o atual ano-safra, entre março e maio, a média sobe para 688 mil toneladas por mês, reforçando a leitura de que o arroz segue deixando a cadeia em ritmo relevante.
O indicador não se limita às exportações. Ele reúne as saídas das indústrias para o mercado interno, outros estados e também para o exterior. Por isso, os números ajudam a dimensionar a velocidade de absorção do produto, além de colocar em perspectiva o debate sobre estoques elevados e dificuldades de comercialização.
Embora a indústria ainda enfrente obstáculos para repassar preços ao varejo e preservar margens, a movimentação registrada pode ajudar a explicar a menor disponibilidade de determinados lotes e os sinais de recuperação nas cotações do arroz em casca.
A análise sugere que o setor precisa observar não apenas o tamanho da produção, mas também a velocidade com que o cereal é absorvido. O acompanhamento dos estoques, das exportações e dos dados de consumo nos próximos meses será decisivo para avaliar se a percepção de sobra corresponde ao comportamento real do mercado. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 19/06/2026 às 02:59h.
