élulas fechadas evitam exposição direta de cerca de 20 trabalhadores à soldagem | Foto: Pixabay
A automação de etapas industriais está reduzindo a exposição de trabalhadores à soldagem na fabricação de máquinas agrícolas. Segundo a AGCO, células robotizadas fechadas na unidade de Ibirubá (RS) evitam o contato direto de cerca de 20 trabalhadores com a atividade e reduzem esforços físicos.
O engenheiro de manufatura Dieilon Martins da Silva explica que a escolha de processos para automação considera exposição a riscos, repetitividade e ergonomia, além da produtividade. A tecnologia é usada em componentes do chassi, suportes dos tanques de sementes e fertilizantes e linhas de plantio.
O operador posiciona as peças na mesa, aciona o sistema e acompanha a operação por painéis, fora da área de soldagem. A célula fixa os componentes, posiciona o conjunto e executa a solda. Ao término, o trabalhador retira a estrutura pronta.
Na prensagem de cubos e montagem de discos, braços robotizados alimentam as células e movimentam componentes, enquanto os operadores atuam na entrada das peças. Jateamento e lavagem também ocorrem em ambientes fechados. No corte a laser, a alimentação e a descarga automáticas diminuem o manuseio de chapas de aço.
Nas etapas de soldagem manual, dispositivos giram e elevam peças para facilitar o posicionamento e reduzir posturas inadequadas. A manutenção das células exige procedimentos de bloqueio das fontes de energia, e sistemas de segurança restringem movimentos durante o acesso dos trabalhadores.
A engenheira de manufatura Marina Maletzke associa a prevenção à combinação de engenharia, automação, procedimentos e participação das equipes. A unidade também mantém campanhas e conversas diárias sobre segurança.
Por Leonardo Gottems
29/10/2026 15h20 · Fonte: Agrolink
