Sensibilidade do híbrido, estádio e solo entram na avaliação das opções de manejo
A escolha dos herbicidas no milho exige atenção à tecnologia e à sensibilidade do híbrido, ao estádio da cultura e à modalidade de aplicação registrada. Segundo Rafael Gomes, consultor de portfólio agroquímico, esses critérios orientam a avaliação das opções para o manejo de plantas daninhas ao longo do ciclo.
O especialista reuniu 20 ingredientes ativos, organizados por grupo HRAC e momento de uso. O recorte contempla a dessecação pré-plantio, a pré-emergência com ação residual e a pós-emergência da cultura. A divisão apresenta alternativas para diferentes etapas do manejo, sem esgotar as opções registradas para o milho.
Entre os pontos destacados está o posicionamento do haloxifope na dessecação pré-plantio. Para a aplicação sobre o milho já emergido, Gomes menciona os híbridos PowerCore Ultra Enlist, da Corteva, tolerantes ao herbicida. A indicação está vinculada à tecnologia do material, o que exige considerar essa característica antes de definir o uso em pós-emergência.
No grupo HRAC 27, dos inibidores da HPPD, o recorte inclui biciclopirona, isoxaflutol, mesotriona, tembotriona e tolpiralate. Os ingredientes estão distribuídos conforme os momentos de aplicação apresentados, reforçando a necessidade de observar o posicionamento de cada opção.
Para os herbicidas residuais, as características do solo e a sucessão de culturas também fazem parte da avaliação. Esses fatores se somam à sensibilidade do híbrido e ao estádio do milho na definição do manejo. As indicações e restrições de uso devem ser conferidas na bula de cada produto, já que o conjunto apresentado reúne exemplos de ingredientes ativos.
Por Leonardo Gottems
03/11/2026 02h00 · Fonte: Agrolink
