Identificar o estádio das plantas daninhas influencia a escolha do herbicida
Por Leonardo Gottems
03/11/2026 02h15 · Fonte: Agrolink
Segundo o agrônomo Diogo Paiva, espécie, tamanho da planta e estágio da cultura precisam ser avaliados antes da aplicação. As indicações variam entre produtos e não devem ser generalizadas para outras marcas ou alvos.
No pé-de-galinha na soja, a bula consultada do Select 240 EC prevê 0,35 L/ha de quatro folhas a dois perfilhos, 0,40 L/ha com dois a três perfilhos e 0,45 L/ha com quatro ou mais perfilhos. A diferença de 28,6% representa 100 litros em 1.000 hectares, sem constituir orientação para elevar a dose após falhas.
Para buva, Atectra indica até seis folhas e/ou 10 cm, no programa sequencial especificado, enquanto Triclopir CCAB 480 EC cita plantas menores que 15 cm. Os parâmetros não formam um ranking de eficiência nem justificam esperar o limite. No picão-preto, Climur prevê menores doses com duas a quatro folhas e maiores com quatro a seis folhas ou alta infestação, com a soja a partir do terceiro trifólio.
Silva et al. (2009), em soja BRS 243-RR, encontraram períodos anteriores à interferência de 17 dias sob baixa infestação e 11 sob média e alta, com tolerância de 5% de redução da produtividade. O estudo avaliou comunidades de daninhas, sem permitir atribuir os prazos isoladamente às três espécies.
Em simulação, 5% de 60 sc/ha equivalem a três sacas por hectare. Em 1.000 hectares, a R$ 120/sc, seriam R$ 360 mil de receita bruta. Os valores são hipotéticos, não uma previsão de perda. Antes de aplicar, é preciso avaliar resistência e estresse e conferir a bula vigente, adjuvantes e restrições. Depois, monitorar sobrevivência, rebrote e novos fluxos.
