Junho pode bater recorde nas exportações
O mercado do boi gordo começou a terça-feira (16) sem uma tendência definida em São Paulo. De acordo com a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgada pela Scot Consultoria, as cotações permaneceram estáveis para todas as categorias negociadas.
Após as valorizações registradas ao longo da semana anterior, os negócios avançaram com fluidez. Os vendedores conseguiram escoar os lotes sem dificuldades, enquanto os frigoríficos que aceitaram os preços pedidos pelos pecuaristas conseguiram ampliar e alongar suas escalas de abate. No entanto, o início da terceira semana do mês trouxe um cenário de maior cautela entre os agentes do mercado.
Segundo a Scot Consultoria, mesmo as indústrias que já estavam abastecidas voltaram às negociações, mas apresentando ofertas menores pelas boiadas. O movimento reflete uma oferta suficiente para atender à demanda, porém sem excedentes, além das preocupações relacionadas ao preenchimento da cota destinada à China e ao desempenho das vendas de carne no mercado interno, que ficaram abaixo das expectativas.
Nesse contexto, a consultoria destaca que a postura dos pecuaristas será decisiva para determinar os próximos movimentos do mercado. Apesar da queda nas temperaturas, as chuvas continuam garantindo boa umidade no solo, favorecendo as condições das pastagens e permitindo que os produtores mantenham uma estratégia mais gradual de comercialização dos animais.
Os frigoríficos com escalas mais curtas permaneceram ativos e continuaram pagando os valores de referência vigentes. As escalas de abate atendiam, em média, sete dias de operação.
No Acre, o mercado apresentou firmeza, mas sem alterações nos preços praticados.
No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura perderam ritmo na segunda semana de junho em comparação com a primeira, mas seguiram em patamar elevado. Nos nove primeiros dias úteis do mês, os embarques somaram 129,7 mil toneladas, com média diária de 14,4 mil toneladas, volume 19,6% superior ao registrado no mesmo período de junho de 2025.
A receita também segue em trajetória positiva. A cotação média da tonelada exportada alcançou US$ 6,6 mil, alta de 20,4% na comparação anual.
De acordo com a análise da Scot Consultoria, a combinação entre volumes elevados de embarque e preços mais altos pagos pela carne bovina mantém a perspectiva de um desempenho histórico para o setor. Com menos da metade dos dias úteis de junho transcorridos, o faturamento acumulado pelo segmento já corresponde a 64,8% de toda a receita obtida em junho do ano passado, o que reforça a expectativa de que junho de 2026 seja o melhor mês de junho da série histórica em faturamento com exportações de carne bovina
Agrolink – Seane Lennon
Publicado em 16/06/2026 às 18:30h.
