Entre os pontos de atenção está o sistema hidráulico – Foto: Divulgação
A parada não programada de máquinas agrícolas pode representar perdas milionárias para os produtores, especialmente em períodos críticos de plantio e colheita. Segundo informações da Ultra Clean Brasil, os prejuízos vão além do custo do reparo e incluem perdas operacionais, mão de obra ociosa, atraso na produção e até impactos relacionados ao cumprimento de prazos.
Além das despesas com peças de reposição e contratação de técnicos, o cálculo deve considerar fatores como faturamento perdido, tempo de inatividade e possíveis danos à reputação. De acordo com a empresa, especialistas costumam utilizar uma fórmula simples baseada na soma do custo da manutenção com o valor da janela de produção perdida.
Em uma simulação com uma frota de 20 máquinas, considerando que cada equipamento fique parado por cinco dias ao longo do ano, o prejuízo operacional por unidade pode alcançar cerca de R$ 260 mil em grãos que deixaram de ser colhidos no período ideal. Somado aos custos de manutenção corretiva, que podem ultrapassar R$ 25 mil por máquina, a perda total por equipamento chega perto de R$ 285 mil.
Nesse cenário, o impacto financeiro para uma frota de 20 máquinas pode atingir R$ 5,7 milhões, evidenciando a importância de medidas preventivas para reduzir o risco de falhas.
Entre os pontos de atenção está o sistema hidráulico. Um estudo da Caterpillar aponta que 80% das falhas nesse sistema em máquinas agrícolas têm origem na contaminação provocada por sujeira que entra pelas mangueiras. Por isso, a recomendação é manter as mangueiras lacradas antes da conexão ao sistema, reduzindo a entrada de partículas e evitando danos que podem provocar paralisações.
A Ultra Clean Brasil destaca ainda a importância da limpeza das mangueiras hidráulicas para impedir que resíduos, poeira e partículas de borracha cheguem ao sistema, contribuindo para maior segurança e eficiência operacional.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 15/06/2026 às 10:52h.
