A entidade destaca que o herbicida não cria nem induz a resistência
A entidade destaca que o herbicida não cria nem induz a resistência – Foto: Nadia Borges
A resistência aos herbicidas é resultado de um processo de seleção que ocorre a partir da variabilidade genética natural presente nas populações de plantas daninhas. Segundo o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), mesmo antes da aplicação de um produto, uma população pode apresentar, em baixa frequência, indivíduos com características capazes de permitir a sobrevivência a determinado mecanismo de ação.
Quando o mesmo herbicida ou produtos com o mesmo mecanismo de ação são utilizados de forma repetida, aumenta a pressão de seleção sobre essa população. Nesse processo, as plantas suscetíveis são controladas, enquanto os indivíduos resistentes sobrevivem, reproduzem-se e passam a representar uma parcela maior da população ao longo das gerações.
A entidade destaca que o herbicida não cria nem induz a resistência. O que ocorre é a seleção de indivíduos que já possuem características naturais de resistência e que, diante do uso contínuo de uma mesma estratégia de controle, passam a se multiplicar com maior frequência.
Esse avanço pode ser acelerado pelo uso indiscriminado de um único mecanismo de ação, pela baixa diversificação dos sistemas de produção e pela ausência de métodos não químicos de controle. A repetição dessas práticas favorece a permanência e a reprodução das plantas resistentes nas áreas cultivadas.
Para reduzir esse risco, a orientação é utilizar, sempre que possível, herbicidas com diferentes mecanismos de ação, realizar a rotação de ingredientes ativos e integrar outras práticas de manejo. A diversificação das estratégias de controle é apontada como parte importante do manejo da resistência e da redução da pressão de seleção sobre as populações de plantas daninhas.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 03/09/2026 às 06:24h
