A medida foi publicada pelo governo federal em edição extra do Diário Oficial
A renegociação de dívidas rurais ganhou um novo instrumento com a publicação de uma medida provisória voltada a produtores afetados por conflitos internacionais e eventos climáticos. A iniciativa prevê alcançar até R$ 100 bilhões em débitos e busca ampliar as condições de recuperação financeira no campo, embora o próprio governo reconheça que nem todos os agricultores serão contemplados.
A medida foi publicada pelo governo federal em edição extra do Diário Oficial da União nesta quarta-feira, dia 15. A definição ocorreu após reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Segundo Durigan, a proposta foi estruturada para atender o maior número possível de produtores rurais dentro da capacidade financeira disponível. O ministro afirmou que a renegociação representa a resposta possível para as necessidades da agropecuária brasileira em 2026, mas ressaltou que o alcance não será suficiente para cobrir 100% dos agricultores endividados.
Além da renegociação, o texto prevê a criação de um fundo garantidor destinado ao agronegócio. O mecanismo poderá contar com até R$ 2 bilhões em recursos, com o objetivo de dar suporte às operações previstas pela medida. A proposta reúne, assim, renegociação de débitos e garantia financeira em uma mesma iniciativa.
A publicação ocorre em um cenário de pressão financeira sobre produtores atingidos por fatores externos e perdas relacionadas ao clima. Ao estabelecer um volume de até R$ 100 bilhões para renegociação e prever um fundo específico de garantias, o governo tenta ampliar o atendimento ao setor, ainda que admita limitações na cobertura da iniciativa.
Agrolink – Leonardo Gottems
Publicado em 16/07/2026 às 06:48h.
